Falta de Salas
Falta de Salas
de aula na Escola Primaria Completa de Mulotane.
Após o fim da
guerra de desestabilização, em 1992, menos de 1,5 milhão de crianças iam para a
escola. Passados pouco mais de 20 anos, concretamente em 2015, o número de crianças subiu para 5,9 milhões. Infelizmente
as infraestruturas não cresceram no mesmo ritmo. Faltam 28 mil salas de aula
para o ensino primário e 7 mil para o secundário, segundo o Ministério da
Educação e desenvolvimento humano, na última década, só foram construídas 700
salas por ano. Nesse ritmo, seria necessário meio 50 anos para acabar com o
problema para acabar com o problema da falta de salas de modo a acabar com as
salas sombras.
Esta situação e
resultado de diversos factores, a apresentar alguns: As crianças são incluídas
no sistema nacional de educação mesmo quando não há condições adequadas para
recebê-las, concretamente falta de salas adequadas, em Moçambique o direito a educação
é garantido por lei, sendo que as escolas devem receber todas as crianças em
idade escolar, principalmente nas zonas suburbanas onde encontramos uma grande
densidade populacional; Sendo Moçambique um pais pobre, enfrenta várias
dificuldades nas várias áreas sociais e não só, o sector da educação também ressente-se
da falta de recursos para a construção de escolas e outras infraestrutura do
sector que sirvam para dinamizar e desenvolver o sistema nacional da educação.
A escola
Primaria Completa de Mulotane não esta alheia as dificuldades do País, sendo
que hoje conta com cerca de 1200 alunos, para 4 salas convencionais, situação
muito difícil, a escola adoptou o modelo de três 3 turnos, mas mesmo assim os
problemas estão longe de resolver se pois quase metade das turmas (9 turmas)
continuam a assistir as aulas ao relento.
O vídeo a abaixo
apresenta a Menina Raquel Joao que relata um pouco das dificuldades de estudar
numa sala sombra
Possíveis soluções
Gostaria de
salientar, antes de mais, que os ideias apresentadas a seguir refletem
exclusivamente o meu entendimento sobre como estancar este problema que assola
a educação em Moçambique, especificamente a falta de salas na EPC-Mulotane
O sector da educação
ressente-se de várias dificuldades, na qualidade de ensino, qualidade do
material didático, professores com baixos salários e como consequência temos
professores desmotivados etc, a lista é infinita. No tocante a falta de salas
penso que está mais do que claro que o governo não tem como solucionar este
problema a curto prazo, mas eu observo duas 2 saídas imediatas aplicáveis na
EPC-Mulotane e em outras escolas também:
- consciencializar
e responsabilizar as comunidades pela manutenção, conservação e ampliação
conforme a escola vai crescendo, através de contribuições simbólicas por cada
aluno.
- Solicitar
apoio dos empresários locais a nível de material de construção para ampliar a
escola.
- Numa visão mais
global, o governo a nível central pode criar políticas que estimulem a construção
de escolas primarias privadas, que estejam ao alcance do mais desfavorecido,
por exemplo nas zonas suburbanas, essas escolas podem cobrar de 50 a 200
meticais mensais, onde o estado apenas contrata e paga salário ao professor
todos os outros encargos financeiros da escola fica na responsabilidade da
mesma, uma parceria publico-privada.

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